REACTING to the 2025 MIDI INNOVATION AWARDS
Explore os dez projetos desta reação ao MIDI Innovation Awards 2025, incluindo Anukari, DataBass, Morphonium, Azoteq, Demon Box e Roto-Control.

Um controlador MIDI pode ser um relógio, um contrabaixo modificado, um conjunto de rodas ou uma instalação cinética. O MIDI Innovation Awards 2025 reúne essas abordagens com softwares e instrumentos comerciais. Nesta reação, selecionei dez participantes que chamaram minha atenção em diferentes categorias e escolhi favoritos dentro desse recorte.
A pergunta útil é como cada interface torna uma ideia musical executável. Alguns projetos capturam um gesto em um lugar inesperado. Outros repensam a geração de som ou o feedback recebido pelo músico. Estes são os dez exemplos e as decisões que podem inspirar o desenho de um instrumento.
1. 8ight Note: ritmo físico, luz e movimento
O 8ight Note é um controlador MIDI cinético e magnético. A demonstração usa esferas magnéticas e um painel móvel de trilhas para criar ritmos e padrões visuais que evoluem. Disposição física, movimento e iluminação compõem uma única interação.
Isso se aproxima do que me trouxe à tecnologia musical DIY: conectar elementos difíceis de reunir em um instrumento pronto. Gosto da relação entre interface, som e imagem. Em uma instalação, o público consegue enxergar parte do processo musical, além de ouvir o resultado.
2. MIDIWrist Unleashed: controle no pulso
O MIDIWrist Unleashed transforma o Apple Watch em um controlador MIDI independente por Bluetooth LE. O projeto apresenta painéis de knobs operados pela Digital Crown, um pad XY e controles de movimento que usam rotação e aceleração do braço ou pulso.
Um relógio dificilmente substituirá toda uma superfície de performance, mas já está localizado no corpo do músico. Isso o torna uma fonte adicional interessante de expressão. Os painéis mostram como uma tela pequena e um controle físico podem sustentar várias interações bem definidas.
3. Anukari: desenhe um instrumento pela física
O Anukari é um sintetizador baseado em simulação física interativa em 3D. Em vez de partir de um diagrama de osciladores e filtros, você organiza massas e molas e interage com essa estrutura simulada. A posição dos microfones e o ponto de excitação influenciam o som.
No vídeo, busco uma demonstração do próprio projeto além do clipe curto da inscrição, porque o funcionamento fica mais claro em uso. O que me interessa é a ligação entre o modelo construído e o timbre produzido. Alterar uma relação física vira parte do sound design e oferece outra maneira de imaginar um sintetizador.
4. Azoteq: detecte o percurso inteiro da tecla
O Azoteq MIDI 2.0 Full Motion Key Position Sensor Module explora expressão preservando uma ação de teclado familiar. O sensoriamento acompanha a posição durante o percurso da tecla, disponibilizando esse movimento a instrumentos MPE ou MIDI 2.0.
Isso vai além de detectar a passagem por dois contatos para calcular velocity. O projeto pergunta que expressão adicional surge ao acompanhar o movimento. A descrição oficial o identifica como sistema de prova de conceito, sem estabelecer um upgrade universal que o usuário possa instalar em qualquer teclado.
Para quem constrói instrumentos, a ideia é capturar mais informação de uma interface conhecida pelo músico, sem exigir sempre uma técnica totalmente nova.
5. DataBass: parta de uma prática musical real
O DataBass combina contrabaixo vertical com controle MIDI, disparo de samples, looping e ferramentas expressivas. Na apresentação, os gestos percussivos no instrumento entram no arranjo eletrônico enquanto o músico continua tocando baixo.
Gosto especialmente de conseguir ouvir a necessidade musical. Sensores e controles adicionais sustentam uma apresentação de verdade. Pads e anéis de LED podem parecer incomuns em um contrabaixo, mas a função faz sentido no arranjo.
Esse é um bom teste para um controlador MIDI DIY: você consegue explicar o que ele permite fazer na música, além de listar sua eletrônica?
6. Circle Guitar: sequencie as cordas
A Circle Guitar combina guitarra, mecanismo rotativo e controles mapeáveis por MIDI. A demonstração mostra ajuste da velocidade do mecanismo, níveis individuais das cordas e uma interação de gating associada ao movimento.
O resultado é um instrumento especializado com um aspecto de sequenciador integrado à execução da guitarra. Gosto da construção e do comportamento musical próprio. Ele não precisa substituir uma guitarra comum em todas as músicas para ser útil: um gesto ou textura específica pode justificar um instrumento dedicado.
A reação não estabelece quais recursos mudaram em relação à inscrição anterior. A comparação trata da demonstração exibida, sem apresentar um histórico de versões verificado.
7. Expression Orchestra: o público vira conjunto musical
A Expression Orchestra é uma instalação em que o público se torna performer. Seus instrumentos procuram ampliar o acesso à expressão musical em um ambiente compartilhado.
A questão central é a participação: como as pessoas entendem o que podem fazer e contribuem para um resultado coletivo? Espaço, aparência e interação fazem parte da obra. Um instrumento de instalação pode ter prioridades diferentes de um controlador projetado para um único músico experiente no palco.
8. Morphonium: dê ao timbre a agilidade das notas
O Morphonium reúne wheelboard, teclado com controles gestuais e pedaleira. As rodas podem ser movidas com um dedo, permitindo reunir vários controles contínuos em uma disposição próxima de teclado. A inscrição oficial apresenta esse arranjo como forma de tocar timbre com familiaridade e agilidade.
A demonstração inclui a Vibe Bar, operada pela palma para vibrato e bends calibrados; a Gliss Strip, para movimentos maiores de afinação; e um controle próximo do theremin para pitch e volume contínuos. Outros gestos e pedais acrescentam expressão e funções de looping.
Gosto dessa qualidade experimental de invenção em desenvolvimento. O projeto reúne várias ideias em um sistema tocável e mostra como uma interface pode crescer a partir da vontade de expressão do músico. Cada entrada tem uma razão de existir por oferecer um gesto diferente.
9. Demon Box: toque com atividade eletromagnética
A Demon Box retorna com uma apresentação mais nova depois de aparecer na seleção do ano anterior. Seu sistema de indutores converte atividade eletromagnética de objetos próximos em som, dando uma função musical aos aparelhos e à posição deles ao redor da superfície.
A execução explora o comportamento sonoro de um objeto no campo de detecção. Continuo entusiasmado com essa ideia e com a evolução da apresentação do projeto. A entrevista completa sobre a Demon Box aprofunda sua história.
10. Roto-Control: recupere a posição física do parâmetro
O Roto-Control aborda um problema comum: depois de trocar de faixa ou plugin, como o knob físico se relaciona com o parâmetro na tela? Os controles motorizados recuperam posições, e os displays identificam o que está sendo controlado.
O feedback faz parte da interface. Um controlador MIDI genérico precisa orientar o músico quando a atribuição muda, e a demonstração destaca como movimento dos motores e identificação trabalham juntos. Minha reação se refere a esse fluxo e à apresentação, sem afirmar um teste independente de todas as integrações com DAWs.
Meus favoritos e a lição de projeto
Nesse recorte, o 8ight Note se destaca como instalação, o Anukari pela abordagem de síntese e o Morphonium pela expressão DIY. A Demon Box continua sendo um conceito favorito, enquanto o Roto-Control recebe meu voto entre os controladores comerciais nessa reação pelo retorno físico e visual.
São escolhas pessoais da edição de 2025, sem representar resultados atuais ou garantias de compra. O que permanece depois da votação é a ligação entre necessidade e interação concreta: capture um gesto, dê a ele uma função musical e torne o resultado compreensível para quem toca.
